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Em virtude de o habeas data ser uma ação personalíssima, Patrícia, de fato, não poderá ter acesso...

Em virtude de o habeas data ser uma ação personalíssima, Patrícia, de fato, não poderá ter acesso às informações pessoais no âmbito do trabalho de João, como deseja (art. 102, I, alínea d, da CF/88; art. 20, I, alínea a, da Lei n.º 9.507/97; art. 5º, inciso LXXII, da CF/88).
habeas data só é cabível se houver recusa dos dados pessoais a um órgão público e esse órgão se negar. No caso em pauta, a recusa se deu em virtude de a solicitação não ter sido feita de maneira personalíssima, ou seja, o interesse era para esclarecer a situação pessoal de João, e não da própria Patrícia.
O advogado pode até impetrar a ação de habeas data, entretanto, o Tribunal não irá conceder provimento ao caso.
A ação é gratuita e o tribunal competente seria o Superior Tribunal Federal.

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No contexto descrito, você está corretamente mencionando aspectos importantes sobre o habeas data. Esta ação é, de fato, personalíssima, o que significa que somente o titular dos dados pode requerer acesso às suas informações pessoais. No caso de Patrícia desejar acessar informações pessoais relacionadas a João, isso não seria possível através do habeas data, pois não se trata de um interesse pessoal dela.

O habeas data é cabível quando há recusa de acesso a informações pessoais por parte de um órgão público, e apenas o titular dos dados pode requerer essa ação para garantir seu direito constitucional de acesso às informações que lhe dizem respeito. Se Patrícia não é a titular dessas informações pessoais, ela não tem legitimidade para requerer o habeas data.

É importante que qualquer ação judicial, incluindo o habeas data, seja impetrada de acordo com os requisitos legais e constitucionais específicos.